17.7.09

uma oficina






dias de sonho e correira. mais sonho do que correria. dias de trovão, dias de shakespeare, mas, principalmente, dias de adélia & clarice, e essa vontade enorme de continuar essa oficina até o fim dos dias, com essa galera com quem venho tendo o prazer de trocar algumas idéias sobre literatura.










14.7.09

o brilhantismo contundente do idelber, de novo

"Ideias não foram feitas para serem "respeitadas". Ideias foram feitas para serem debatidas, questionadas, copiadas, circuladas, disseminadas, combatidas e defendidas, parodiadas e criticadas. De preferência com argumentos. Seres humanos merecem respeito. Pregação contra o que seres humanos são, por sua própria essência e identidade (gênero, raça, orientação sexual) não pode ser confundida com sátira antirreligiosa. A maioria dos carolas adora confundir sátira antirreligiosa com ataque misógino ou homofóbico. Não entendem que sua superstição é, essa sim, uma opção"

DAQUI.

1.7.09

PRÓXIMA TERÇA, DIA 07 DE JULHO!!!!!!!!!!


29.6.09

maia, esta potência, de livro novo

há uns dois anos atrás eu circulava pela livraria da vila da alameda lorena, aqui em sampacrew, quando uma amiga me mostrou um volume que me chamou a atenção pelo nome, pela capa, pela editora, e então veio a autora, o texto, aquela folheada básica, e não consegui parar mais. era "a guerra dos bastardos", punk rock cowboy na veia.

a ana paula maia é foda, é linda, e abate nosso coraçãozinho de galinha em três segundos. ficamos amigas nessa grande rede dos bits e bytes, ela gostou de uns lances de casa das feras, escreveu lá no blog dela, e agora a moça acaba de lançar "entre rinhas de cachorros e porcos abatidos", pela record. foda. tem trailer e tudo.

imperdível, baby.

e, dia 07 de julho, você já sabe, a gente se encontra aqui.

27.6.09

xô censura!



daqui.

gênero, identidade, arron, o futuro

foi a barbie quem me mostrou, e eu queria ser pai desse menino. :D

Identity from Arron Leone on Vimeo.

20.6.09

foi ouvindo o compositor tunisiano anouar brahim que eu confirmei minha tese de que algumas músicas só devem ser ouvidas algumas vezes, de tempos em tempos, porque certas músicas são altamente infecciosas e tóxicas e tomam a gente, e quando nos damos por nós, não somos mais a gente, mas uma outra coisa difusa, cheia de lembranças e quanto mais doces são as lembranças mais infeccioso o processo, e mais cresce a minha admiração por aquelas pessoas que insistem na doçura apesar da violência de tudo, inclusive de si, mas a doçura de algumas pessoas é ainda mais infecciosa que a violência.

tudo isso porque ouvi cinco vezes seguidas a música piste 1 de anouar brahim.

18.6.09


16.6.09

quoi? même à são paulo?


:D

11.6.09

viva o blog da petrobrás

e a liberdade de dizer, de reconhecer, de dialogar, de expor, tudo isso diretamente com o público, sem intervencionismos corporativos, seja da "grande" imprensa, seja de interesses ainda mais escusos.

aqui, um ótimo post sobre o assunto.

10.6.09

hoje eu recebi uma carta da naomi klein, do noam chomsky e do neve gordon

e ela dizia o seguinte:

Dear Marcia:

Every so often someone comes along who is so brave and so inspiring that you just can't sit by and remain silent when you learn they need your help. We're writing to you today about one of these rare people. His name is Ezra Nawi.

You've probably never heard of him, but because you may know our names, now you will know his name. Ezra Nawi is one of Israel's most courageous human rights activists and without your help, he will likely go to jail in less than 30 days. His crime? He tried to stop a military bulldozer from destroying the homes of Palestinian Bedouins in the South Hebron region.

These homes and the families who live in them have been under Israeli occupation for 42 years. They still live without electricity, running water and other basic services. They are continuously harassed by Jewish settlers and the military.

Nawi's friends have launched a campaign to generate tens of thousands of letters to Israeli embassies all over the world before he is due to be sentenced in July. They've asked for your help.

His name is Ezra Nawi. We keep saying his name because we believe that the more people know him and know his name, the harder it will be for the Israeli military to send him quietly to jail. And Ezra Nawi is anything but quiet. He is a Jewish Israeli of Iraqi descent who speaks fluent Arabic. He is a gay man in his fifties and a plumber by trade. He has dedicated his life to helping those who are trampled on. He has stood by Jewish single mothers who pitched tents in front of the Knesset while struggling for a living wage, and by Palestinians threatened with expulsion from their homes.

He is loved by those with little power, to whom he dedicates his life, and hated by the Jewish settlers, military and police. Now that you know Ezra, you have a chance to stand up for him, and for everything that he represents. Especially now, as Israel escalates its crackdown on human rights and pro-democracy activists.He needs you. His friends need you. Those he helps every day need you.

So please send a letter to the Consulate, to the media, to your family and friends.Take just a moment to write your letter. Do it now. And then share his name with a friend. Do it for Ezra Nawi.

como eu tenho a convicção de que precisamos apenas de gente como ezra nawi no mundo, mandei a carta - é só um clique.

se vc também acha, clique aqui.

9.6.09





*todas as informações, aqui.

5.6.09

literatura e resistência




incrível ontem o lançamento do documentário do ferréz no itaúcultural, literatura e resistência. mais de uma vez fiquei emocionada, toda vez que os manos subiam no palco, falavam seu poemas, e assinavam "meu nome é literatura".

por que... qual o nome da literatura? qual o rosto da literatura hoje? tão genial ver os caras falando seus textos pungentes lá, sem frescura. adoro coisa sem frescura.


e, claro, a fala genial do ferréz no meio, no fim, ecoando agora aqui em mim.

1.6.09

no reino das águas claras


cozinha do sítio do pica-pau amarelo


quando eu tinha 09 anos, em 1982, ganhei de presente o enorme livro em comemoração ao centenário de nascimento de monteiro lobato, com todas as suas estórias infantis, em páginas bíblicas. devorei-o inteirinho naquele ano, com luz de abajurzinho na minha cama com cortinado anti-pernilongo, no calor infernal de gov. valadares, tentando não acordar minha irmã que dormia ao lado.

antes-de-ontem, aos 36, a caminho do festival de literatura de são francisco xavier, conheci, finalmente, onde todas aquelas estórias surgiram - no único e verdadeiro sítio do pica-pau amarelo, onde o escritor nasceu e cresceu. mais, aqui.